
Bob Dylan abriu seu show no Rioarena, sábado passado, com a clássica Rainy Day Women #12 & 35, entoando o refrão na época polêmico - hoje apenas divertido - Everybody must get stoned!. Entretando, com certeza outra música, não menos clássica, faria muito mais sentido na abertura desse show: a ganhadora do Oscar de melhor música original pelo filme Wonder Boys (2000) Things have changed. Yeah, baby, as coisas mudaram.
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Antes de mais nada, vou dizer quais eram minhas expectativas para o show. Todo mundo sabe que o Bob Dylan é pra lá de ranzinza e não faz muita questão de ser simpático ou agradar o público. Todo mundo também sabe que ele é meio comedido no que diz respeito a tocar seus maiores sucessos nos shows, e quando os toca, geralmente são em versões totalmente diferente das originais. Eu, particularmente, estava esperando um show com alguns clássicos e muitas músicas mais recentes. Não que essa idéia me desagradasse, muito pelo contrário, sentiria até um certo prazer (admito) em ver a frustação na cara de quem pagou uma nota preta só para ouvir Blowing in the wind ou Hurricane. Ainda mais se levarmos em conta o grande álbum que é Modern Times. Sim, sou uma pessoa chata.
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Antes de mais nada, vou dizer quais eram minhas expectativas para o show. Todo mundo sabe que o Bob Dylan é pra lá de ranzinza e não faz muita questão de ser simpático ou agradar o público. Todo mundo também sabe que ele é meio comedido no que diz respeito a tocar seus maiores sucessos nos shows, e quando os toca, geralmente são em versões totalmente diferente das originais. Eu, particularmente, estava esperando um show com alguns clássicos e muitas músicas mais recentes. Não que essa idéia me desagradasse, muito pelo contrário, sentiria até um certo prazer (admito) em ver a frustação na cara de quem pagou uma nota preta só para ouvir Blowing in the wind ou Hurricane. Ainda mais se levarmos em conta o grande álbum que é Modern Times. Sim, sou uma pessoa chata.
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Mas qual foi minha surpresa quando justamente aquele cara que todo mundo pensava que não tocaria grandes sucessos abre o show com essa bela tríade:
Rainy Day Women #12 & 35
It ain´t me baby
I'll be your baby tonight
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O grande nome do folk teria desmentido o senso comum, não fossem suas versões totalmente diferentes das originais. Não sei se só eu tive essa impressão, mas a maioria das músicas antigas, exceto uma ou duas, me soaram muito parecidas com Dignity, que ironicamente, não foi tocada. Existem duas explicações lógicas para tamanha mudança na sonoridade das músicas. A primeira, e mais plausível, é de que já que Dylan dificilmente conseguiria alcançar as notas altas da época em que tinha aquela voz de pato fanho, ele resolveu fazer arranjos diferentes, que acompanhassem melhor sua nova voz de enfisema pulmonar, que eu particularmente a-do-ro. A segunda, que é a que eu gostaria de acreditar, é a que já que Dylan tem que tocar pelo menos alguns sucessos antigos, ele faz versões totalmente alteradas para não dar a ninguém da platéia aquele gostinho especial de cantar junto. Melhor prática. Prefiro acreditar nessa hipótese.
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Dylan também não nos deu o gostinho de vê-lo cantando sozinho, como nos velhos tempos. Não que isso tenha prejudicado a apresentação de alguma forma, já que a banda que o acompanhava era muito boa e todos pareciam entrosados. Menção honrosa para o baterista, que fez de Highway 61 revisited um dos pontos altos do show. Os outros dois foram Like a Rolling Stone, que iniciou um movimento anárquico na parte das cadeiras numeradas, e o bis, que começou com a ótima Thunder on the mountain - rockzinho que abre o Modern Times - e acabou com Blowing in the wind, para o deleite da maioria do público que, embora extasiado, não conseguiu acompanhar seu líder. Dá para acompanhar o confronto de vozes Dylan x público aqui.
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Esse foi o primeiro show aberto que aconteceu no Rioarena, local construído para abrigar os jogos do Pan, e me pareceu um lugar decente, embora longe demais. Sim, ele fica em Jacarepaguá, e todo mundo sabe que Jacarepaguá é longe pra caramba. Já a produção do evento deixou a desejar, ninguém sabia dizer nem o próprio nome. Mesmo assim, o som estava bem bom, e aparentemente a ausência de um telão foi exigência do próprio Dylan, então não tem muito que reclamar.
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Ficou curioso? Teve um louco que filmou praticamente o show inteiro e postou no youtube aqui. Agora vai lá e tenta achar alguma música igual a original ;)

3 perdidos:
sai do show extasiado!
orei aos deuses por i aint me, babe e o maior deles me atendeu!
e ele pareceu bem faceiro, fazendo dancinhas e distribuindo sorrisos.
beijos!
eu não sou fã do dylan.
nunca fui.
talvez um dia, quando ouví-lo melhor, as coisas mudem, não é?
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ps nada a ver com o post:
sonhei contigo. tu tava loira, era minha prima (??!!) e nós coversávamos sobre dietas de emagrecimento.
loucura pouca é bobagem, já que não nos vemos há aaaanos.
:S
beijo
ai, postei logada no google.
carol, que um dia foi rock4. :P
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